Encontramos uma postagem interessante de um site de Portugal que discorre a respeito de desenvolvimento de sites em flash.
O artigo defende que o flash está morrendo e cita 3 grandes motivos para isso:
- O flash não conversa muito bem com motores de busca;
- O flash dificulta ou impossibilita a integração com sistema de anúncios online como o Google Adsense ou o Yahoo Publisher Network;
- O flash torna a manutenção do site mais trabalhosa, dificultando a implementação de um sistema de manutenção dinâmica;
Ele justifica as afirmações dando como exemplo os 100 sites mais visitados da internet (segundo o Alexa). Todos os 100 mais visitados são feitos em HTML, podendo usar o flash para casos específicos como streamer de media ou banners publicitários.
O post é um pouco antigo, data de maio de 2007, estas informações já não são tão verdadeiras. Apesar de preferirmos sites em HTML por acreditar que o conteúdo é mais importante que a apresentação, nós da Turbosys não descartamos o flash e temos bons casos de sucesso nesta área.
Um site em flash, se bem construído, pode contornar as limitações apresentadas, há artigos de como melhorar a indexação do site em flash por motores de busca, outros comentando a possibilidade de usar o Google Adsene com o flash e aqui mesmo na Turbosys criamos sites dinâmicos com conteúdo apresentado totalmente em Flash, vide Contenido ou Guatanamera por exemplo.
Artisticamente, um site em flash pode ser considerado melhor que uma alternativa em HTML, na tomada de decisão, é preciso colocar os dois pesos na balança, de um lado a apresentação e do outro as limitações como a dificuldade de implementação (e consequentemente aumento no preço), a navegação mais lenta pois o site é invariavelmente mais pesado que um site em HTML, a dificulta conversação com motores de busca e até alguma perda na usabilidade do site.
Uma alternativa interessante é criar um site híbrido, com conteúdo em HTML e elementos em flash intercalados. Fizemos isso no site da Novak Contabilidade e conseguimos bons resultados.
A conclusão é que o flash não é tão mau que não possa ser usado mas não é tão bom que precise ser a única alternativa, cada caso é um caso, sites de grande fluxo (como os exemplos da Alexa) não vão usar o Flash pois iria consumir a banda e diminuir a usabilidade para seu usuário desnecessariamente, já sites institucionais acabam preferindo o flash por seu apelo artístico. Se usado com parcimônia, o flash pode ser uma boa opção de ferramenta.

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